Soy loco por ti, Copa

Como se sabe, as eliminatórias sul-americanas são disputadas ao longo de três anos, com todos jogando contra todos, em turno e returno, fórmula essa já usada há algumas Copas. Vou fazer uma pequena comparação com a Europa, onde os times são divididos em vários grupos, e cada seleção enfrenta no máximo um páreo duro, alguns medianos e outras babas, como Ilhas Faroe, Malta ou San Marino. Considerando esse "campeonato" que são as disputas na América do Sul, você tem um número maior de jogos, em campos complicados, que cria uma rivalidade que, por consequência, força um aumento de qualidade do futebol em campo. Vamos lembrar que a Venezuela, outrora saco de pancadas, chegou a ter chance de vaga na penúltima rodada das eliminatórias, que hoje é a seletiva mais dura do mundo. Basta lembrar que a Argentina só se classificou na última rodada, vencendo o Uruguai dentro de Montevidéu. Bom alertar que o Brasil não disputará as próximas eliminatórias, e logo, terá que achar uma solução para conseguir manter o ritmo com testes fortes.
Jogos entre sul-americanos costumeiramente não são bonitos. São partidas duras, de forte marcação, as vezes com arbitragens complicadas e muita, muita raça, típica dos latinos. E, vendo os jogos da Copa do Mundo, não se encontra um cenário muito diferente: partidas sem muita criatividade, sem a genialidade de outras épocas, com times que colocam um exército de volantes sanguinários para evitar qualquer tipo de gracinha. Pra ficar igual às Eliminatórias, só falta a altitude de três mil e poucos metros.
E apareceram as boas surpresas. O Paraguai já vem de uma boa sequência há algum tempo, com um time sem estrelas, mas muito ajustado. A seleção chilena classificou-se para a Copa sem sobressaltos, com uma forte marcação e uma equipe muito disciplinada na parte tática, comandada por Marcelo Bielsa. O time do Uruguai tem, talvez, a melhor geração dos últimos tempos, teve que passar pela Costa Rica na repescagem, mas não teve problemas. E tem Brasil e Argentina, com times internacionalizados, mas que guardam as marcas da disputa regional, que não se compara à Europa.
E assim, torçamos para que a Copa do Mundo se transforme em uma Copa América. E é bem possível.
Penso que na época das eliminatórias o Brasil deveria se preparar fazendo amistosos contra times da serie A do Brasileiro e o ultimo jogo fazer algo que nunca fez tambem, uma prova de fogo, um jogo contra uma seleção dos melhores do brasileiro. para dar ritmo e pra ver se os relacionados vão dar conta do recado na copa de 2014
ResponderExcluirSem esquecer, lógico, de fazer o maior numero de amistosos com seleções internacionais possivel
ResponderExcluirEsqueceu de comentar o fracasso dos times africanos, outrora tão temidos...
ResponderExcluirComeçaram a exportar seus joagdores para a Europa, começaram a importar treinadores europeus.. resultado: so tornaram times retranqueiros e sem a alegria de jogar (que antes assemelhava-se aos sul-americanos).
Em resumo: fiasco na copa