Catarinense 2013 sem televisionamento aberto definido

Faltando menos de dois meses para o início do Estadual, ainda não há definição sobre o televisionamento aberto do campeonato. O contrato de três anos com a RBS TV encerrou neste ano, e muita negociação aconteceu, sem sucesso. É bom lembrar que o contrato com as transmissões em Pay-per-view do Premiere FC ainda está em vigência e, logo, ninguém vai ficar sem ver seus times em ação.

Os problemas são, na ordem: dinheiro e divisão dos valores, o que está gerando estresse no relacionamento entre clubes.

A primeira parte: depois de receber menos de R$ 2 milhões neste ano, os clubes fizeram uma pedida alta, para tentar se equiparar aos clubes pequenos do vizinho Rio Grande do Sul: um dirigente me contou que os clubes catarinenses pediram nada menos que R$ 6 milhões para vender os direitos. Tanto RBS quanto RIC, que foram procurados por um representante da agência que faz as negociações em nome dos clubes (e recebe 12% do valor da cota, quem me lê sabe que considero isso um absurdo, os clubes poderiam negociar eles mesmos e não pagar comissão), deram negativa quase que instantânea. Esse é o primeiro impasse, que está bem longe de uma solução, a não ser que os clubes baixem a pedida, o que leva para o outro problema.

Agora, a segunda parte: único integrante da Série A do Estado, o Criciúma quer receber uma parte maior que o grupo de times da Série B, que agora tem um novo integrante, a Chapecoense, que recebeu no Estadual o equivalente a um clube pequeno (pouco mais de 130 mil reais) e que, por justiça, tem todo o direito de receber maior reconhecimento. Figueirense e Avaí, times que não passam por boa fase financeira, mas que é de uma praça forte, precisam de mais dinheiro, e aí está feito todo o nó.

A RIC Record, como declarou o Polidoro Júnior no Clube da Bola sábado, está fora da negociação se as bases assim permanecerem. Já a RBS TV ainda tem uma válvula de escape, podendo exibir jogos do Carioca, Paulista e Gaúcho como preferir, nas praças que o produto der mais audiência. Mas o cenário para exibição em TV aberta do Catarinense, hoje, não é nada promissor.


Nesta semana, novos encontros acontecerão para tentar achar uma definição.


É tudo muito complexo: no Paraná, o Londrina negou a oferta de 320 mil reais da RPC para a transmissão do Paranaense, e avisou que só fecha por 600. Sem a assinatura do contrato, os jogos do Tubarão não terão TV aberta.

E é bom lembrar que, como a Chapecoense subiu para a Série B, todos os seus jogos também entram no pacote do pay-per-view. Não vai ser fácil pro pessoal daqui montar estrutura pra acompanhar cinco times ao mesmo tempo.

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