Joinville vira o jogo na tabela para ir à final, e Criciúma impõe respeito

O Campeonato Catarinense muito provavelmente terá seu primeiro finalista definido na penúltima rodada. Quem vencer do jogo Joinville x Criciúma lá estará antes do úlitmo jogo. Situação definida em um jogo polêmico no Scarpelli e um massacre em Blumenau. O Joinville virou o jogo. Tinha uma vida complicada antes da partida, onde poderia praticamente ser eliminado, e agora só depende se si para estar lá na decisão.

Flávio Tin / Notícias do Dia
Vamos ao jogo que eu acompanhei, onde o JEC venceu e o Figueira vai reclamar um bom tempo de Célio Amorim. Do árbitro eu falo mais tarde.

Com 4 minutos, já estava 1 a 0 pro tricolor, na manjada jogada de pivô de Jael para Edigar Júnio entrar sozinho na área. Isso já tirou todo o planejamento de Vinicius Eutrópio e de uma torcida que esperava uma vitória para que o time alvinegro disparasse. O tempo passou, o jogo do Figueira não entrou, o Joinville dominou, e o nervosismo chegou (o zagueiro Marquinhos, do Figueira, era uma prova). Celinho se atrapalhou, começou a distribuir cartões a esmo e o jogo descambou. Mas calma aí, que dele eu falo mais tarde.

Provocando um raciocínio: time atrás no placar, com um jogador a menos (depois com número igual, com a expulsão de Hygor), e um campo bem maior, o time tem que pressionar, certo? Errado. O segundo tempo foi de uma pasmaceira futebolística do Figueirense, que tocava a bola de lado sem nenhuma característica de quem queria ir para o abafa. Brilhou a estrela da zaga tricolor e de Hemerson Maria, que levou pro vestiário um time com ânimos a flor da pele e conseguiu tranquilizar. As chances de ataque eram neutralizadas. Só com o gol de Clayton, aos 42, que o Figueira ganhou um gás para tentar abafar. Mas com um time muito mais organizado, o JEC deu as cartas. Marcos Assunção desapareceu em campo, e o time da casa não engrenou. Simples assim. Eutrópio não deu a energia que Maria arrumou no time, que "comeu grama" contra um adversário que não tinha vontade de lutar. Não dá pra dizer que nenhum jogador do Joinville tenha decepcionado.

Agora, o árbitro. Célio Amorim era aspirante à Fifa e perdeu essa condição pelos erros seguidos. É um rapaz que vem numa descendente técnica, está presente nos jogos decisivos pelo nome, e está atrás de vários que pedem espaço, como Rodrigo Dalonso e Bráulio Machado. Hoje, ele deu uma prova de que não consegue controlar os ânimos de uma partida. Deixou o jogo descambar pra confusão e poderia ter agido mais. Em uma temporada em que a arbitragem catarinense vem sendo colocada em xeque a cada rodada, não sei o que poderia acontecer em uma decisão. Que na briga pelo título não aconteçam bizarrices. Se começar o movimento para trazer gente de fora pras finais (o que já aconteceu em outros anos), vai ter gente reclamando. Então melhor esperar que a turma da casa resolva.

No outro jogo, nem tem muito o que comentar. O Metropolitano é um time incrível. Quando vem numa boa fase, faz um trabalho gigante de mobilização e leva o torcedor pro estádio. Com casa cheia, o time decepciona. Já aconteceu isso várias vezes. Melhor pro Tigre, que não quis saber e goleou. Assume a liderança, e mesmo se perder em Joinville, se classifica se vencer o Figueirense, esse sim o maior pressionado, dentro do Heriberto Hulse.

Agora, são três candidatos para as duas vagas. Tá afunilando.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Viola só volta ao Brasil no sábado

Brusque ressuscitado e classificado

O Dever de casa foi feito. E a Chapecoense ajudou