A brincadeira acabou. Há um longo caminho pela frente, que pode ser mais tranquilo

Jefferson Bernardes / Vipcomm
A primeira fase da Copa terminou para o Brasil com as mesmas preocupações da rodada anterior, mas com indicativos bem claros: que teimosia não leva a nada, o time da Copa das Confederações não precisa ser seguido à risca, e que existem opções no banco que, se não resolvem os problemas, podem oferecer outras alternativas.

O time venceu o lanterna do grupo, e a torcida comemorou. Mas a partir de agora os erros não podem mais aparecer, se não a Copa termina. Existem problemas grandes na seleção do meio pra frente, uma dependência gigante de Neymar e um sistema ofensivo com um centroavante plantado que ficou provado que não vem sendo o ideal.

Felipão abandonou uma teimosia, e deu resultado. Fernandinho entrou, correu, marcou, apareceu pro jogo e fez gol. Não perde mais a posição. Recuperou um setor problemático. É um problema a menos, com outros para resolver.

Neymar fez chover, marcou dois gols, e fez o que se espera dele. Mas, com Oscar apagado, o time tem a cara de "dá pro camisa 10 e a gente vê no que vai dar". Assim foi a cara do time nestes três jogos de Copa. Neymar é onipresente em campo. Fred fez gol, é verdade, em um lance polêmico. Mas é muito, mas muito pouco diante do que se espera dele. Sem outras alternativas, o Brasil mais uma vez confia na individualidade de um fora-de-série para seguir adiante.

Que bom que o Brasil tem um cara como Neymar. Mas o time precisa ter não só um plano B, mas um C, um D e um E. Alternativas são necessárias.

Resultado à parte, o jogo de hoje me trouxe um recado bem claro: dá pra melhorar, basta querer. Tem gente no banco que pode oferecer boas novidades. Dá pra fazer.


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