Cancelamento da Olesc, vergonha para o esporte de SC

A desastrada decisão da Fesporte e do Governo do Estado de cancelar a Olesc e o Parajesc (usando uma desculpa bem questionável de falta de alojamentos) é de causar uma vergonha sem tamanho. Quem comanda o esporte em Santa Catarina achou que é fácil cancelar uma competição que tem a maior participação de municípios, com atletas e treinadores trabalhando duro durante todo o ano para o evento. Com uma notinha, foi-se tudo.

Cancelar um evento que movimenta a economia da cidade-sede e mobiliza milhares de atletas e treinadores por falta de alojamento?

Se houvesse vontade, a Olesc rolaria. Aliás, a decisão foi divulgada em uma notinha oficial no site, com pouco destaque, sem que ninguém viesse para o microfone debater sobre a questão. Sabiam que iam tomar bomba. Aliás, estão tomando, com manifestações de desportistas de todo o Estado e até na Assembleia Legislativa.

O Parajesc é outro caso grave. Estamos falando de paradesporto, que é inclusão acima de tudo, para atletas em idade escolar.

A Fesporte quase cancelou os Joguinhos Abertos, acontecidos recentemente em Itajaí, porque faltou dinheiro para saldar dívidas da autarquia. Em cima da hora, com muitos telefonemas e idas e vindas nos gabinetes, apareceu a grana e a competição rolou.

Sem tanta dificuldade, a mesma Fesporte liberou mais de R$ 1 milhão do seu orçamento para patrocinar o torneio de tênis da WTA em Florianópolis, um evento privado, que foi bombardeado pela imprensa especializada por ter fraco nível técnico.

O governador e o presidente da Fesporte não sabem o impacto da decisão que tomaram. Isso pode causar, a curto prazo, uma desmobilização do trabalho do esporte de base no Estado, principalmente nos municípios menores, e a extensão para o desemprego dos profissionais.

Tinha coisa mais importante pra cortar. Patrocínio em torneio de tênis, por exemplo.








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